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Ibovespa futuro opera em alta aos 176,7 mil pontos, e dólar recua para R$ 5,11 Brasil

Ibovespa futuro opera em alta aos 176,7 mil pontos, e dólar recua para R$ 5,11

Mercado financeiro reage ao IPCA de junho abaixo das projeções, aumentando as expectativas de novos cortes na taxa

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Mercado financeiro reage ao IPCA de junho abaixo das projeções, aumentando as expectativas de novos cortes na taxa Selic

O mercado financeiro brasileiro operou em clima positivo nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. O Ibovespa futuro avançou e alcançou a faixa dos 176,7 mil pontos, enquanto o dólar comercial recuou e foi negociado próximo de R$ 5,11.

O movimento ocorreu após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador registrou alta de 0,16% em junho, desacelerando em relação ao avanço de 0,58% observado em maio.

O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que apontavam para uma inflação de aproximadamente 0,31% no mês. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,64%. A leitura mais favorável dos preços ajudou a reduzir as preocupações com a inflação no curto prazo.

Expectativa de redução dos juros

A inflação abaixo do esperado aumentou as apostas de que o Banco Central poderá continuar reduzindo a taxa básica de juros, a Selic.

Com essa expectativa, os juros futuros recuaram e os investidores demonstraram maior interesse por ativos de renda variável. Juros mais baixos tendem a favorecer empresas e consumidores, por reduzirem o custo do crédito e estimularem investimentos e o consumo.

Na abertura do mercado, o contrato futuro do Ibovespa já apresentava alta, enquanto o dólar à vista recuava diante do real. A moeda norte-americana também perdia força em relação a outras moedas no mercado internacional.

Cenário internacional também influencia

Além dos dados da inflação brasileira, os investidores acompanharam o desempenho dos mercados internacionais, a movimentação das bolsas dos Estados Unidos e as tensões no Oriente Médio.

Os preços do petróleo e as informações sobre o Estreito de Ormuz continuaram no radar, diante dos possíveis impactos sobre o fornecimento mundial de energia e sobre a inflação global.

Apesar das incertezas externas, o resultado do IPCA trouxe maior otimismo para o mercado brasileiro e fortaleceu a expectativa de que o Banco Central poderá ter mais espaço para reduzir os juros nos próximos meses.

Ao final daquele pregão, o Ibovespa à vista avançou quase 3%, encerrando aos 177.866 pontos. O dólar fechou em queda, cotado próximo de R$ 5,10, confirmando o movimento positivo observado durante a manhã.

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